sábado, 20 de junho de 2009

Sinapses químicas

Sinapses são sítios especializados de contato entre células. No caso das sinapses presentes entre células nervosas, elas podem ser classificadas em químicas ou elétricas.

SINAPSES QUÍMICAS

Nas sinapses químicas, a transmissão da informação ocorre de maneira indireta. As células da sinapse são isoladas eletricamente uma da outra, e a célula pré-sináptica é isolada da pós-sináptica por uma fenda sináptica.

Quando o potencial de ação, que caracteriza a transmissão do impulso nervoso ao longo do axônio do neurônio, atinge a região terminal da célula pré-sináptica (terminação nervosa), a mudança de potencial elétrico resulta na liberação de neurotransmissores armazenados em vesículas sinápticas por exocitose. O neurotransmissor difunde-se através da fenda sináptica e se liga a receptores na membrana plasmática da região de sinapse da célula alvo (pós-sináptica). Isso provoca alterações elétricas na célula pós-sináptica, uma vez que, em geral, os sítios de ligação apresentam-se localizados em canais iônicos controlados por transmissor. Dessa forma, a ligação do neurotransmissor causa a abertura temporária desses canais e uma breve alteração da permeabilidade da membrana, o que provoca o fluxo de íons através dela, gerando mudanças em sua natureza elétrica, que por sua vez desencadeia a transmissão do potencial de ação na célula pós-sináptica pela conversão de um sinal químico extracelular (o neurotransmissor) em sinal elétrico.

Enquanto receptores, os canais iônicos controlados por transmissores possuem elevada especificidade com o neurotransmissor e, enquanto canais, são seletivos em relação ao tipo de íon que atravessa a membrana plasmática. Essas duas características conferem a natureza altamente específica da resposta pós-sináptica.

As sinapses químicas podem ser excitatórias ou inibitórias. Os neurotransmissores excitatórios (acetilcolina, glutamato e serotonina) abrem canais de cátions, induzindo o influxo de Na+, o que despolariza a membrana pós-sináptica para ativar o potencial de ação. Já neurotransmissores inibitórios (ácido γ-aminobutírico, ou GABA, e glicina) abrem canais de Cl- e K+.

É importante ressaltar, contudo, que nem toda a sinalização química do sistema nervoso opera por canais iônicos controlados por transmissores. Algumas moléculas sinalizadoras secretadas por neurônios ligam-se a receptores que controlam canais iônicos apenas de maneira indireta: são receptores ligados à proteína G ou receptores ligados à enzima.






Referências Bibliográficas:
Goodman, L. S. & Gilman, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9a edição, 1996.
Alberts, Biologia molecular da célula. 4a edição, 2004.
Postado por Carolina da Silveira Alves.

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