segunda-feira, 15 de junho de 2009

Receptores para os Neurotransmissores


Uma vez liberados, os neurotransmissores devem ser reconhecidos por receptores específicos, que norteiam suas ações nas células pós-sinápticas. Também podem ser encontrados receptores pré-sinápticos, com função principal de regular a secreção do neurotransmissor. São identificadas duas grandes categorias de receptores: ionotrópicos (neurotransmissores de ação direta) e metabotrópicos (neurotransmissores de ação indireta).

Os receptores ionotrópicos estão relacionados a alterações nos canais iônicos e seus neurotransmissores ligam-se diretamente à proteínas receptoras integradas aos canais citados, gerando modificações na configuração destas e consequente abertura ou fechamento do canal. Essa interação caracterizará uma alteração rápida e de duração reduzida no potencial de membrana da célula pós-sináptica.

O potencial pós-sináptico pode ser excitatório (PEPS), ocorrendo quanto os íons se movimentam em relação à membrana celular de modo a tornar o neurônio mais positivo interiormente. Tipicamente, os canais ativados pelas proteínas receptoras serão catiônicos, ocasionando grande entrada, geralmente, de íons sódio, contra uma pequena saída de íons potássio, com balanço final positivo para o interior celular. O potencial pode ser também inibitório (PIPS), quando o movimento de íons vem tornar a célula mais negativa interiormente. Os canais aniônicos ativados geralmente transportam íons cloreto para dentro do neurônio, causando uma hiperpolarização que impede que a célula atinja o limiar de ação e gere, consequentemente, um potencial de ação.

Os receptores metabotrópicos, por sua vez, necessitam da produção de uma segundo mensageiro para a ativação dos canais iônicos específicos. Dessa forma, a ligação com o neurotransmissor irá ativar a resposta de uma proteína de membrana, a proteína G. Quando ativada essa proteína, sua subunidade alfa de libera das subunidades beta e gama, migrando na membrana para ativar (em uma atividade à base de GTP) a enzima adenilato ciclase, o que culmina com a produção do segundo mensageiro em questão: AMP cíclico (cAMP). O efeito de excitação ou inibição induzido por essa forma de recepção indireta dos neurotransmissores gera um potencial resultante mais lento e de maior duração.

Neurotransmissores como acetilcolina, glutamato, acido amino-gamabutirico (GABA), serotonina podem ligar-se a proteínas de receptores inonotópicos ou metabotópicos, gerando respostas diretas ou indiretas. As catecolaminas (norepinefrina, dopamina, epinefrina), por sua vez, bem como os neuropeptídeos, irão ocasionar somente respostas diretas.

Cada um desses neurotransmissores, com suas vias de síntese e principais atuações, serão detalhados posteriormente.





Referências Bibliográficas:

virtual.unipar.br/courses/FISIOHUMANA/document/MATERIAL_DE_NEURO/NEURO-02.pdf?cidReq=FISIOHUMANA -


Goodman, L. S. & Gilman, A. As bases farmacológicas da terapêutica. 9a edição, 1996.



Postado por Cecília Ramos Fideles.

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